João Fontes da Costa e Vera Margarida Cunha

João Fontes da Costa tem a idade de uma revolução. Nascido em Coimbra, cresceu na Serra da Estrela, protegido por uma paisagem assimétrica e aberta onde aprendeu a ler. A Sociologia iniciou-lhe a formação, mas foi a Gestão de Pessoas e coisas que a vida escolheu como mote do seu doutoramento. Ensina o que sabe e o que os outros sabem das Ciências Sociais. Fotografa na memória e imprime na escrita os momentos que quer partilhar. Acredita numa visão sistémica de tudo, com a Natureza no comando. Gostava de ser construtor de palavras. Recorda os tempos da música e do teatro que já lhe tomaram o amor por completo. São saudades insufláveis, a cada respiração, e não se esvaziam na escrita, mas atenuam-se. Procura a felicidade, que há-de andar por aí. Talvez até já lhe esteja no bolso, mas costuma andar com as mãos ao frio. Ousa, dia e noite. Andando e vendo, mas nunca vendando.

Vera Margarida Cunha é, essencialmente, uma curiosa pelo mundo (e pelo mundo dos outros) e uma deslumbrada pela beleza das coisas (a das pequenas coisas). Talvez por isso se tenha licenciado em Psicologia. Tem uma predileção por corações inesperados e inusitados e uma imensa dificuldade em dizer “não”. A comunicação, em todas as suas dimensões, é o seu espaço de eleição. Terá sido, provavelmente, esta a razão da conclusão de um mestrado em Marketing. Porque acredita que a vida é viagem de aprendizagem frequenta, atualmente, doutoramento em Turismo – área em que se encontra e pode colocar em prática a diversidade de tudo o que a entusiasma. Se lhe derem uma lareira, um copo de vinho e um livro será feliz. Ou sol, muito sol. O que realmente a emociona é a palavra. Lida, escrita, falada, ouvida, reinventada, partida, relida, recuperada, sentida, genuína, e outras que não estas. Todas as palavras em jogo e os jogos de palavras.

 
 
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